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Capa pra que te quero




Que atire a primeira capa, quem nunca escolheu um livro... pela capa!


Essa corajosa, com certeza, não serei eu. Tenho até o título do dito cujo: Rejeitada – Livro 01 da série Shadow Beast Shifters, da Jaymin Eve. A capa, é claro, que abre essa prosa.


Confesso que eu estava meio que zapeando pelo catálogo pra lá de extenso do Kindle e, de fato, resolvi escolher um livro... pela capa. Culpada, confesso. Mas a história é legal e como já disse em outras oportunidades, sou fanzona de hot fantasy. Então, não há nada de novidade nisso.


A bem da verdade, contudo, o ditado de que “não se deve escolher um livro pela capa” tem muito mais um apelo moral do que comercial. Nós sabemos, por óbvio, que nem sempre uma bela capa é sinônimo de uma bela história. No entanto, nós também sabemos que no competitivo mercado editorial, uma capa atraente é condição necessária para o bom desempenho de um romance.

 

Em se tratando dos romances digitais, comercializados via Kindle, aí a coisa alcança proporções verdadeiramente bíblicas. Como o fluxo de oferta é imenso, lidar com a voracidade pantagruélica[1] do algoritmo da Amazon, requer o domínio de habilidades artísticas que nem sempre o autor independente tem. Sejamos honestos. Um autor multimídia, que tudo sabe, tudo domina e tudo faz, não acha tempo para escrever. Pelo menos, não com qualidade.


Mas veja bem, isso nos coloca numa encruzilhada. Alimentar o gigante Pantagruel da Amazon, exige bem mais do que boa vontade e perseverança. Aquela figura solitária, que alcança projeção sozinha, está muito mais dentro da nossa imaginação do que na realidade concreta. O solitário faz tudo, acaba se tornando um escritor diletante[2], porque a escrita de qualidade exige do autor uma abordagem profissional. E, de novo, mais uma encruzilhada, porque o escritor também precisa cuidar da própria carreira, porque ninguém faz isso melhor do que ele.


Certo, mas o que fazer e o que isso, Gezuisamado, tem a ver com o título desse post?! Calma, Amora, já te digo. Pausa para o confessionário.

Até bem pouco tempo, eu tentei me desdobrar em mil e uma personas para atender à voracidade desse mundo altamente conectado. Eu estava com as “patinhas da delinquência” em todos os lugares: rede social, marketing, blog, canal no Youtube, orientações de escrita, parcerias, prospecção de autores, editora. Sim, eu também sou editora de publicação acadêmica, Amora.


Pausa para o merchand. Visite nosso site e conheça a Culturatrix.

Convenhamos que ao estar em todos os lugares, você acaba não estando em lugar nenhum. Então, a mulher maravilha aqui precisava escolher. Ainda que eu me divertisse demais da conta com o sem fim de penduricalhos que coloquei na minha vida, tive que fazer valer a máxima de menos é mais. Cortei tudo o que foi possível, aposentei projetos, deleguei funções. Então, como num passe de mágica, ao diminuir o estresse e a minha própria cobrança por produção de qualidade, tive a serenidade necessária para dar um passo atrás e observar o que realmente tinha a ver comigo. Ou seja. O que, dentro do processo, era meu, e impossível de delegar. Fez-se a luz, Amora. E foi assim que eu percebi... que eu amo capas.


Percebi, pasmada, que há anos eu coleciono imagens de capas. Você acredita num trem desses?! E amo, junto com as capas, todo o processo criativo de produção do livro. Amora, eu coleciono fontes! Sério. Não é papo de blogueira, caçando assunto e enchendo linguiça. Para provar, algumas das minhas pastinhas. Se liga na arte, Amora!





O resultado dessa epifania não podia ser outro. Tomei em minhas mãos todo o processo de produção dos meus livros, da pesquisa à capa, incluindo o projeto gráfico e a diagramação. Dito de outra forma, a partir de agora, meus livros são inteiramente criação minha. Isso explica, e você já deve ter notado, por que ando numa vibe de relançar alguns títulos. E não é por acaso. Você e eu sabemos que escrevo belas histórias e, como não poderia deixar de ser, belas histórias merecem belas capas.

Então, fica esperta. Tá chegando outra por aí! Anote da agenda, Amora. Quer uma dica? É noix, bebê!


 

Beeeeeeeijos da Rosa.

E até a próxima prosa.



Gostou do post? Então, deixe seu coraçãozinho, salva e compartilha. Boa parte da divulgação é sua, ok? Olha eu delegando função!


 

[1] Adjetivo derivado do nome de “Pantagruel”, personagem da obra clássica de François Rabelais, Gargantua e Pantagruel, escrita no século XVI. Pantagruel era um gigante com um apetite voraz, que devorava tudo o que via pela frente.

[2] Pessoa que realiza uma arte ou ofício por passatempo.

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