Li, gostei e recomendo



Por um hot cheio de cores, sabores e autores

Sou bem o tipo de flor que ama um jardim florido. Portanto, nada mais pertinente do que evocar aquele bom e velho ditado, a nos lembrar o que seria do amarelo se só existisse o rosa. Afinal, a lógica também se aplica a esse mundão, vasto e colorido, da literatura romântica, erótica, hot, abrasiva e infernal de tão quente. Prosa de hoje? Dica de leitura da Rosa, uai!


SS Pleasury de Kel Costa

O livro me chegou como indicação, num post de Facebook feito por uma autora muito talentosa, chamada Cris Santos. No post em questão, a Cris se esparramava de rir, afirmando que havia lido um “hotzão” super mega divertido. Mais curiosa que gato em cesta de lã, lá fui eu escarafunchar a dica da coleguinha e procurar o livro na Amazon. Nem li os comentários que, aliás, são muitos; até porque, a Kel Costa tem estrada. Fui na dica da Cris. E preciso reconhecer que ela acertou na jugular. SS Pleasury é divertidíssimo, capturou a minha atenção do princípio ao fim e me arrancou risadas que há tempos eu não dava, além das minhas próprias piadas.


O livro é de 2020 e conta a história de amor e sexo de um “trisal” formado pelos gêmeos Sven e Sthephan, astros do cinema pornô americano e sua “protegida”, a jovem cozinheira Alex. A cama de gato, ou melhor, o fundo de cena, é a relação filial que esses gêmeos tiveram com o falecido pai da garota, o também astro “Big Ted”, a quem prometeram cuidar da menina quando este se fosse. Na cabeça dos gêmeos, Ted foi o pai que nunca tiveram, pois além de alavancar a carreira de ambos no cinema pornô, ele os recebeu como filhos, na restrita família composta por ele e a filha.


Resultado: o tesão indiscutível que existe entre os gêmeos e Alex, no momento em que a história é contada, esbarra na promessa feita ao pai e na postura de “irmãos mais velhos” que assumem diante da moça. Já para Alex, o que atrapalha a concretização da paixão é a crença sem sentido de que ela é gorda, logo, fora dos padrões de beleza com os quais os bonitões estão acostumados.


A narrativa tem seu próprio ritmo e paulatinamente prepara os leitores para o “acerto de contas” do trio. Depois de muito sarro e casquinha, tirados aqui e acolá pelos gêmeos e pela Alex, todos muito conscientes do tesão que sentem, o “acerto” é um espetáculo, hilário, diga-se de passagem. A ideia é resolver todo aquele tesão reprimido de uma única vez e nunca mais tocarem no assunto. E por isso vale tudo: de DP a tapa na cara.


A gente simplesmente se contorce de rir das tiradas atrapalhadas da Alex e sua incapacidade quase crônica de não falar besteira. Vale lembrar que Kel Costa é uma escritora muito inteligente e abre, a partir dali, um ponto de virada interessantíssimo, que já traz outro, embutido em si mesmo. Explico: ao colocar na relação dos três um novo drama, a escolha de Alex por um dos irmãos, a autora já antecipa outro conflito: a incapacidade da escolha e a solução amorosa do trisal.


Eu, particularmente, não tiro da cabeça a conversa verdadeiramente épica entre os três, quando Alex os chama para uma “D.R.”, e Sthephen, em prantos, pergunta se “já pode falar”, porque, “sim, ele quer falar”. Cara, eu vejo a cena. Outra imagem que colou na minha cabeça, já é a do final feliz, quando a vida dos três se enche de filhos (gêmeos, of course) e um deles, pulando no sofá, fica repetindo a palavra que a mãe mandou não dizer. O pirralho fica lá, pulando e cantando: caralho, caralho, caralho... Eu racho! SS Pleasury, numa palavra, é como os irmãos Sven e Sthephen e a própria Alex: delícia. Delícia de se ler, de perna pra cima, achando o mundo bão de mais da conta. Eu li, gostei e recomendo. Fica a dica, amora.


Beijoooooos da Rosa

E até a próxima prosa!

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